Como identificar os níveis de escrita da criança? Guia completo com exemplos e passo a passo

Pré-silábico, silábico sem valor sonoro, silábico com
valor sonoro, silábico-alfabético e alfabético: aprenda a reconhecer cada hipótese de escrita.
Por Professora Glaucia Martins | Descomplicando a Pedagogia
Você já pediu para uma criança escrever uma palavra simples, como SAPO, e recebeu uma sequência de letras que aparentemente não tinha relação com o que foi solicitado?
Talvez ela tenha escrito "AO", "SAO" ou até letras completamente diferentes.
E agora? Será que a criança não sabe escrever? Será que está atrasada? Será que precisa copiar mais vezes a mesma palavra?
Antes de qualquer conclusão, quero compartilhar algo muito importante: a maneira como a criança escreve pode revelar muito sobre como ela está compreendendo o funcionamento da escrita.
Durante minha trajetória na educação, aprendi que observar a produção infantil exige muito mais do que verificar se uma palavra está certa ou errada.
É preciso compreender o pensamento que existe por trás daquela tentativa.
Uma criança que escreve "AO" para representar SAPO pode estar demonstrando um raciocínio importante: ela percebe que a palavra falada possui partes e escolhe letras relacionadas aos sons que escuta.
Isso não significa que já saiba escrever convencionalmente, mas pode indicar uma hipótese sobre o funcionamento da escrita.
E é exatamente sobre isso que quero conversar com você.
Neste artigo, vamos compreender os níveis de construção da escrita, aprender a realizar uma sondagem e descobrir como utilizar essas informações para apoiar o processo de alfabetização.
1. O que são os níveis de escrita?
Os níveis ou hipóteses de escrita são formas de descrever como as crianças compreendem e representam o funcionamento do sistema de escrita alfabética.
Essas ideias são amplamente associadas aos estudos de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky sobre a psicogênese da língua escrita.
A proposta é observar como a criança pensa sobre a escrita, e não apenas quantas letras conhece ou quantas palavras consegue copiar.
É importante compreender que os níveis não são etiquetas permanentes. A criança pode apresentar oscilações, utilizar estratégias diferentes conforme a palavra e revelar conhecimentos que ainda estão em construção.
Na análise pedagógica, costumamos identificar cinco hipóteses principais:
Pré-silábica.
Silábica sem valor sonoro convencional.
Silábica com valor sonoro convencional.
Silábico-alfabética.
Alfabética.
Vamos entender cada uma delas com exemplos.
2. Nível pré-silábico: quando a criança ainda não relaciona sistematicamente letras e sons
Imagine que você pede para uma criança escrever a palavra SAPO e ela registra:
MRTLA
Em seguida, pede para escrever GATO e ela registra:
PAUMR
Nesse exemplo, as letras não apresentam uma correspondência sistemática com os sons das palavras.
A criança pode reconhecer que escrever é utilizar letras e até perceber diferenças entre desenho e escrita, mas ainda não organiza sua produção de acordo com os segmentos sonoros das palavras.
Como reconhecer?
Observe se a criança:
Utiliza letras conhecidas, muitas vezes retiradas do próprio nome.
Produz sequências de letras sem relação sonora identificável com a palavra.
Pode acreditar que palavras diferentes precisam ter quantidades ou variedades diferentes de letras.
Ainda não demonstra correspondência estável entre as partes faladas e as partes escritas.
É importante lembrar que nem toda escrita aparentemente aleatória é necessariamente pré-silábica. Precisamos ouvir a criança explicar o que escreveu.
Como ajudar a avançar?
Proponha experiências que aproximem a linguagem falada da escrita:
Brincadeiras com nomes e palavras conhecidas.
Leitura frequente de histórias.
Exploração de rimas.
Jogos de identificação de sons iniciais.
Comparação entre palavras escritas.
Atividades com letras móveis.
Uma atividade interessante é apresentar os nomes ANA e AMANDA e perguntar:
"Esses nomes começam da mesma maneira?"
Depois, convide a criança a escutar os nomes e observar suas letras.
Meu conselho: não transforme toda tentativa de escrita em uma correção. Primeiro, observe o que a criança está tentando representar.
3. Nível silábico sem valor sonoro: a criança percebe as partes faladas, mas ainda não escolhe letras relacionadas aos sons
Aqui acontece uma descoberta importante.
A criança começa a perceber que as palavras possuem partes sonoras e tenta representar cada uma delas por meio de uma letra ou outro registro gráfico.
Observe este exemplo hipotético:
Palavra ditada: SAPO
Escrita da criança: LX
Ao pedir que leia o que escreveu, a criança aponta:
L = SA
X = PO
Perceba a diferença em relação ao exemplo anterior.
Agora existe uma tentativa de relacionar a quantidade de registros às partes faladas.
Entretanto, as letras escolhidas ainda não correspondem convencionalmente aos sons das sílabas.
É por isso que chamamos essa hipótese de silábica sem valor sonoro convencional.
Como reconhecer?
A criança pode:
Usar aproximadamente uma letra para cada sílaba.
Fazer uma leitura acompanhando uma letra por parte falada.
Escolher letras sem relação sonora com a palavra.
Alterar suas escolhas ao escrever palavras diferentes.
Por exemplo, ela pode escrever três letras para uma palavra de três sílabas, mesmo que essas letras não representem os sons dessa palavra.
Como estimular o avanço?
Trabalhe a escuta e a identificação dos sons.
Proponha:
Bater palmas para marcar sílabas.
Separar palavras oralmente.
Comparar palavras que começam com o mesmo som.
Explorar letras iniciais de nomes conhecidos.
Relacionar sons às letras correspondentes.
Uma brincadeira simples:
Diga SAPO e peça que a criança fale a palavra devagar.
Depois pergunte:
"Qual é o primeiro som que você percebe?"
Mostre algumas letras e converse sobre qual delas pode representar esse som.
O objetivo não é exigir que a criança descubra tudo sozinha. A orientação explícita também faz parte do ensino.
4. Nível silábico com valor sonoro: quando as letras começam a fazer sentido
Este é um dos níveis que mais gera dúvidas entre professores e famílias.
A criança continua utilizando, com frequência, uma letra para representar cada sílaba, mas agora escolhe letras relacionadas aos sons que escuta.
Observe:
Palavra: SAPO
Escrita: AO
A criança pode ler:
A = SA
O = PO
Ela utilizou uma vogal presente em cada sílaba.
Isso demonstra uma relação sonora que não existia no exemplo anterior.
Outro exemplo:
Palavra: TUCANO
Escrita: UAO
A criança pode utilizar:
U = TU
A = CA
O = NO
Ou ainda escolher determinadas consoantes que percebe nas sílabas.
O que isso significa?
Significa que a criança começou a relacionar sua escrita aos sons da palavra.
Entretanto, ainda pode representar uma sílaba inteira utilizando apenas uma letra.
Essa é a principal diferença entre a escrita silábica sem valor sonoro e a escrita silábica com valor sonoro.
Na primeira, a quantidade de letras pode acompanhar as sílabas, mas a escolha das letras não corresponde aos sons.
Na segunda, já aparecem relações sonoras convencionais.
Como identificar corretamente?
Não observe somente a palavra escrita.
Peça à criança:
"Leia para mim o que você escreveu."
Acompanhe o movimento do dedo e verifique como ela relaciona cada letra à palavra falada.
Também observe outras palavras da sondagem, pois a presença de vogais corretas em uma única escrita pode acontecer por coincidência.
Como ajudar a criança a avançar?
Agora precisamos ampliar sua percepção dos sons presentes em cada sílaba.
Por exemplo:
Se a criança escreve "AO" para SAPO, podemos trabalhar oralmente os sons que compõem a palavra e mostrar como as letras S e P participam de sua representação.
Algumas atividades úteis são:
Construir palavras com letras móveis.
Comparar SAPO e SACO.
Trabalhar correspondências entre fonemas e grafemas.
Explorar a formação de sílabas.
Utilizar atividades de completar palavras com apoio visual e sonoro.
Ler e escrever palavras simples com mediação.
O importante é ajudar a criança a perceber que, em muitas sílabas, precisamos representar mais de um som.
5. Nível silábico-alfabético: a criança está reorganizando suas ideias
Agora imagine que uma criança escreva:
Palavra: SAPO
Escrita: SAO
Observe que ela representou a primeira sílaba com duas letras, mas a segunda apenas com a vogal O.
Ela demonstra conhecimentos do princípio alfabético, porém ainda alterna formas de representar os segmentos sonoros.
Essa é uma característica da hipótese silábico-alfabética.
A criança já percebe que uma sílaba pode exigir mais de uma letra, mas ainda não consegue representar convencionalmente todos os segmentos da palavra.
Como reconhecer?
É comum encontrar:
Sílabas escritas integralmente e outras parcialmente.
Letras que representam sons reais da palavra.
Alternância entre uma letra por sílaba e registros mais completos.
Tentativas progressivamente próximas da escrita convencional.
Outro exemplo hipotético:
Palavra: TUCANO
Escrita: TUCNO
Nesse caso, a criança registra boa parte dos sons da palavra, mas ainda omite uma letra.
Atenção: uma omissão isolada não é suficiente para classificar uma criança como silábico-alfabética. É preciso verificar se existe um padrão de alternância nas escritas e na leitura que ela faz.
Como favorecer o avanço?
Trabalhe com atividades que desenvolvam a percepção dos fonemas e sua representação escrita.
Experimente:
Comparação de palavras parecidas.
Montagem e desmontagem de palavras com letras móveis.
Leitura orientada de palavras simples.
Escrita de palavras com mediação do professor.
Identificação de sons que ainda não foram registrados.
Revisão de palavras após a primeira tentativa.
A intervenção precisa ser cuidadosa.
Em vez de dizer apenas "Está faltando uma letra", podemos convidar a criança a escutar novamente a palavra, pensar nos sons e comparar sua escrita com outras palavras já conhecidas.
6. Nível alfabético: a criança compreende o princípio de funcionamento da escrita
Quando a criança alcança a hipótese alfabética, compreende que a escrita representa os sons da fala por meio de letras ou combinações de letras.
Isso permite que ela avance na escrita de palavras, mesmo que ainda apresente erros ortográficos.
Veja um exemplo:
Palavra: CAVALO
Escrita: CAVALU
A criança representou os sons da palavra de maneira compreensível, embora tenha utilizado U no lugar de O ao final.
Essa escrita pode demonstrar compreensão do princípio alfabético, apesar de ainda necessitar de aprendizagem ortográfica.
E aqui existe um ponto essencial:
Estar na hipótese alfabética não significa estar plenamente alfabetizado, ler com fluência ou dominar a ortografia.
A criança ainda precisa desenvolver:
Leitura de palavras e textos.
Fluência e precisão na leitura.
Compreensão textual.
Ampliação do vocabulário.
Convenções ortográficas.
Produção e revisão de textos.
É importante que professores e famílias compreendam essa diferença para não encerrar prematuramente o acompanhamento da alfabetização.
7. Passo a passo: como realizar uma sondagem de escrita
Agora que compreendemos as hipóteses, vamos à prática.
A sondagem é uma estratégia de avaliação pedagógica que permite observar o que a criança compreende sobre o sistema de escrita.
Ela não deve ser vista como uma prova tradicional, nem como instrumento de diagnóstico clínico.
Seu objetivo é ajudar o professor a planejar o ensino.
Passo 1 — Prepare um ambiente acolhedor
Escolha um momento tranquilo, sem exposição diante dos colegas.
Disponibilize papel e lápis e explique que a proposta é descobrir como a criança pensa sobre a escrita.
Você pode dizer:
"Hoje quero conhecer seu jeito de escrever. Vou falar algumas palavras, e você vai escrever da maneira que souber."
Evite antecipar respostas ou corrigir imediatamente.
Passo 2 — Escolha as palavras da sondagem
Uma organização bastante utilizada nas escolas brasileiras é a sequência de quatro palavras, da mais longa para a mais curta, seguida de uma frase.
Utilize palavras familiares, preferencialmente do mesmo campo semântico.
Exemplo — Tema: Animais
DINOSSAURO — 4 sílabas.
TUCANO — 3 sílabas.
SAPO — 2 sílabas.
BOI — 1 sílaba.
Frase: O SAPO PULOU NA LAGOA.
A escolha dessas palavras é apenas um exemplo. Adapte a sondagem às orientações da sua rede de ensino e às experiências das crianças.
Passo 3 — Dite uma palavra de cada vez
Fale normalmente.
Não separe artificialmente a palavra em sílabas durante o ditado.
A ideia é observar como a criança representa a palavra que escuta, e não conduzi-la para uma resposta específica.
Se ela perguntar como se escreve, incentive a tentativa com tranquilidade.
Passo 4 — Peça que leia o que escreveu
Esta é uma das etapas mais importantes.
Depois de cada palavra, pergunte:
"Você pode ler para mim o que escreveu?"
Observe se a criança acompanha as letras com o dedo, como distribui a leitura e se relaciona partes faladas e escritas.
Registre essas informações.
Duas crianças podem escrever as mesmas letras e utilizar raciocínios diferentes.
É por isso que a leitura feita pela própria criança é tão importante.
Passo 5 — Observe os padrões
Não classifique a hipótese a partir de uma palavra isolada.
Observe o conjunto:
A quantidade de letras se relaciona às sílabas?
As letras escolhidas têm relação com os sons?
A criança representa uma letra por sílaba?
Ela alterna sílabas completas e incompletas?
Ela representa os sons da palavra, mesmo com erros ortográficos?
Como interpreta sua própria escrita?
Essas observações ajudam a formular uma hipótese pedagógica sobre a produção da criança.
Passo 6 — Registre e acompanhe
Guarde as produções com data e observações.
Realize novas sondagens conforme o planejamento pedagógico e as orientações da escola.
Compare os registros ao longo do tempo.
Mais importante do que preencher uma tabela de níveis é compreender o que mudou na escrita da criança e quais intervenções contribuíram para esse desenvolvimento.
8. Como interpretar as respostas: exemplo prático
Vamos utilizar uma única palavra para observar diferenças possíveis.
Palavra ditada: SAPO
Hipótese | Escrita ilustrativa | O que observar |
Pré-silábica | MRTLA | Sem correspondência sonora sistemática identificável |
Silábica sem valor sonoro | LX | Uma letra por sílaba, sem relação sonora convencional |
Silábica com valor sonoro | AO | Uma letra sonora para cada sílaba |
Silábico-alfabética | SAO | Primeira sílaba completa; segunda parcial |
Alfabética | SAPO | Representação alfabética convencional |
Esses exemplos são esquemáticos e servem para facilitar a compreensão. As escritas reais podem assumir muitas formas, e a interpretação depende de observar várias produções e de ouvir a leitura da criança.
9. Os erros mais comuns ao avaliar os níveis de escrita
Existem alguns cuidados que considero fundamentais.
Confundir letra bonita com aprendizagem.
Uma criança pode ter um traçado bem desenvolvido e ainda não compreender como o sistema de escrita funciona.
Da mesma forma, uma criança com dificuldades motoras pode apresentar conhecimentos importantes sobre letras e sons.
Classificar a criança por uma única palavra.
Uma produção isolada pode não representar de maneira confiável o conhecimento que está sendo construído.
Corrigir durante toda a sondagem.
Se oferecemos continuamente as respostas, deixamos de observar aquilo que a criança consegue realizar por conta própria.
Transformar os níveis em rótulos.
Não devemos definir uma criança dizendo que ela "é pré-silábica".
É mais adequado registrar que, naquele momento, suas produções apresentam características de determinada hipótese de escrita.
Acreditar que identificar o nível é suficiente.
O objetivo da sondagem não termina na identificação.
Precisamos utilizar as informações para planejar experiências e intervenções pedagógicas.
10. Como os pais podem acompanhar esse processo?
Pais e responsáveis também podem observar o desenvolvimento da escrita sem transformar a casa em uma sala de avaliação.
Uma boa maneira de começar é incentivar registros espontâneos em situações reais.
Convide a criança a escrever:
Seu nome.
Uma lista de brinquedos.
Os alimentos de uma receita.
Uma mensagem para alguém da família.
O nome de um personagem de uma história.
Depois, demonstre interesse:
"Me conta o que você escreveu?"
"Como você pensou nessa palavra?"
"Quer que a gente leia juntos?"
Valorize as tentativas e compartilhe suas observações com a escola.
O propósito não é exigir que os pais classifiquem os níveis da criança, mas ajudá-los a compreender que a escrita se desenvolve por meio de experiências, ensino e acompanhamento.
11. O que a BNCC orienta sobre a escrita na Educação Infantil?
A Base Nacional Comum Curricular reconhece a importância de as crianças explorarem a linguagem escrita e elaborarem hipóteses sobre seu funcionamento.
No campo de experiência "Escuta, fala, pensamento e imaginação", a habilidade EI03EF09 contempla a elaboração de hipóteses sobre a linguagem escrita por meio de registros espontâneos de palavras e textos.
Isso reforça a importância de oferecer experiências significativas com a escrita na Educação Infantil, respeitando sua organização curricular e os direitos de aprendizagem das crianças.
É fundamental destacar que a BNCC não determina que todas as crianças da Educação Infantil concluam essa etapa alfabetizadas, nem exige que sejam classificadas obrigatoriamente nesses cinco níveis.
A sondagem é uma ferramenta pedagógica de observação, e não uma obrigação de enquadrar todas as crianças em categorias rígidas.
12. Afinal, o que é mais importante: identificar o nível ou ensinar a criança a avançar?
Acredito que essa é a reflexão mais importante de todo este artigo.
Conhecer as hipóteses de escrita nos ajuda a compreender as tentativas da criança.
Mas não podemos confundir compreender como ela pensa com esperar passivamente que a aprendizagem aconteça.
O professor precisa ensinar, demonstrar, orientar, oferecer experiências variadas e acompanhar os resultados.
O trabalho com consciência fonológica, conhecimento das letras, correspondências entre sons e grafemas, leitura, escrita e linguagem oral deve fazer parte de um planejamento intencional.
A sondagem contribui para esse planejamento, mas não substitui o ensino.
Também precisamos reconhecer que o desenvolvimento da escrita não acontece de maneira idêntica para todas as crianças. Nem sempre existe uma passagem linear entre hipóteses, e o desempenho pode variar conforme a atividade e as palavras propostas.
Por isso, a observação deve ser contínua e sensível.
Se existe algo que considero essencial na educação, é lembrar que nenhuma criança pode ser reduzida a uma classificação.
Por trás de uma palavra escrita de maneira diferente da convencional existe alguém tentando compreender um sistema complexo.
Nosso papel é ajudar essa criança a construir conhecimentos, oferecendo explicações, oportunidades de prática e apoio adequado.
Uma mensagem para quem ensina e para quem acompanha
Na próxima vez que uma criança escrever uma palavra de um jeito inesperado, procure não olhar apenas para o que está faltando.
Observe também aquilo que ela já conseguiu descobrir.
Pergunte como pensou.
Escute sua explicação.
Compare suas produções ao longo do tempo.
E utilize essas informações para ajudá-la a continuar aprendendo.
Porque compreender a escrita da criança é uma maneira de compreender melhor suas necessidades de aprendizagem.
É esse olhar que desejo compartilhar no Descomplicando a Pedagogia: um olhar que une conhecimento, prática, respeito à infância e compromisso com a aprendizagem.
Professora Glaucia Martins
Descomplicando a Pedagogia — Educação que aproxima. Conhecimento que transforma.
Quero conhecer sua experiência!
Você já realizou uma sondagem de escrita? Tem dificuldade para diferenciar o nível silábico com valor sonoro do silábico-alfabético?
Conte nos comentários qual é sua maior dúvida.
Vamos continuar aprendendo juntos e construindo uma educação cada vez mais consciente, acessível e significativa.




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